quinta-feira, 19 de março de 2015

Lapa Verde; Arte Final



 

quarta-feira, 18 de março de 2015

Gruta do Bafo; Arte Final

 

 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Património Subterrâneo da Arrábida Oriental XVI

Lapa do Médico II

Planta e Cortes

A Lapa situa-se a cerca de 200m de altitude desenvolvendo-se sob rochas sedimentares do Jurássico - J²p, com aproximadamente 150 Ma (Manuppella et al, 1999). Ocupa uma área estimada de 10m² e tem um desnível de -10,00m. O seu desenvolvimento principal estimado, em projeção horizontal, é de 6m segundo a orientação SW-NE.
A sua génese parece ter sido condicionada pela tectónica e pela fracturação a ela associada. De perfil semivertical, abre-se ao longo do bordo de uma escarpa de falha (Manuppella et al, 1999), parecendo a sua evolução em profundidade (endocarso) estar intimamente relacionada com as águas pluviais, coberto vegetal e manta morta, que fez aumentar o CO², determinante para a dissolução da rocha calcária e, consequentemente para o alargamento das fraturas aí presentes.
Aspeto da entrada
Não menos importante é o facto de a gruta se situar a uma cota inferior a 220m, aspeto que pode indicar que esta tenha sofrido com as variações dos níveis marinhos ocorridos, provavelmente, durante o pliocénico, aquando da formação da zona aplanada do Cabo Espichel, cuja aplanação parece corresponder a uma superfície de abrasão marinha (Ribeiro et al., 1987). Poderá, por isso, o mar ter contribuído para o alargamento da cavidade, uma vez que, durante a sua regressão lenta para os níveis atuais, a água doce carregada de CO² se teria depositado sobre a água salgada - devido às densidades - dissolvendo a rocha exposta e alargando as fraturas.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Património Subterrâneo da Arrábida Ocidental

Gruta do Coelho


Planta e Perfis
A Gruta do Coelho situa-se 115m acima do nível médio das águas do mar, na Serra dos Pinheirinhos, desenvolvendo-se sob unidades sedimentares do Jurássico Médio - J²p, com aproximadamente 180 a 160 Ma. (Manuppella et al, 1999). Ocupa uma área estimada de 107m² e tem um desnível máximo em relação à cota de entrada de -13,15m. A sua orientação preferencial é de 23º e o desenvolvimento principal estimado, em projecção horizontal, é de 50m segundo as orientações S-NE e NE-E.
É uma cavidade que se perfila em horizontalidade, constituída por três salas fortemente concrecionadas e visivelmente condicionadas pela tectónica. A sua evolução estará intimamente ligada à proximidade da estrutura do doma da Cova da Mijona. Este acidente tectónico caracteriza-se pela disposição arqueada das litologias, sendo que as estratificações apresentam-se de forma concêntrica, inclinando mais na proximidade do núcleo do doma diminuído para a periferia (Manuppella et al., 1999).

Arrábida; interpretações...

Serra do Risco

“…devido ao sucessivo resfriamento e consequente contracção do planeta que habitamos, a crusta solidificada, que desde a esfera central da terra ainda fluida chegava até ao fundo desse mar, encarquilhou-se como a pelle de uma uva que se secca, a ponto de fazer saliências acima do oceano e formar uma elevada ilha, de que a actual Arrábida não é mais doque um vestígio, comparável aos restos de altivo e grandioso monumento a que as injurias do tempo não tivessem deixado senão pequenas porções das suas arruinadas paredes”.

(António Inácio Marques da Costa, 1902).

terça-feira, 24 de junho de 2014

Património Subterrâneo da Arrábida Oriental XV

Gruta do Soprador do Monte Abraão

Planta e Cortes
 
A entrada da gruta situa-se a cerca de 206m de altitude desenvolvendo-se sob rochas sedimentares do Jurássico - J²p, com aproximadamente 150 Ma (Manuppella et al, 1999). Ocupa uma área estimada de 165m² e tem um desnível máximo em relação à cota de entrada de -20,00m. O desenvolvimento principal estimado, em projeção horizontal, é de 33m segundo a orientação SW-NE.
 
A sua génese parece ser muito condicionada pela tectónica e pela fracturação a ela associada, sendo que a sua evolução em profundidade (endocarso) ou carsificação, está intimamente relacionada com as águas pluviais, coberto vegetal e manta morta à superfície, que faz aumentar o CO² determinante para a dissolução da rocha calcária e para o alargamento das fraturas presentes.
 
Não menos importante é o facto de a gruta se situar a uma cota inferior a 220m, aspeto que pode indicar que tenha sofrido com as variações dos níveis marinhos ocorridos durante o pliocénico, altura em que o mar atingiu estas altitudes e foi responsável pela formação da superfície de abrasão marinha do Cabo Espichel (Ribeiro et al, 1987). Assim, e tal como nas outras cavernas situadas a cotas semelhantes, o mar, durante a sua regressão lenta para os níveis atuais, poderá ter contribuído para o alargamento da cavidade, uma vez que a água doce carregada de CO² se terá depositado sobre a água salgada devido à sua densidade - erodindo e dissolvendo as fraturas e rocha exposta, através de processos químicos e mecânicos.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Património Subterrâneo da Arrábida Oriental XIV

Lapa do Monte Abraão
 
 Planta e Cortes
 
 Situa-se a cerca de 362m de altitude e a cerca de 50m das “icónicas” três cruzes do Monte Abraão. Trata-se de uma cavidade semivertical, com uma orientação preferencial posicionada para SW desenvolvendo-se sob rochas sedimentares do Jurássico J1-2CL, com aproximadamente 160 Ma (Manuppella et al, 1999). Ocupa uma área estimada de 40m² e tem um desnível máximo de -11,00m. O seu desenvolvimento principal estimado, em projeção horizontal, é de 16m segundo a orientação NE-SW.
 
Trata-se de uma cavidade condicionada pela tectónica e pela fracturação a ela associada. Neste sentido, as águas pluviais, aproveitando os acidentes tectónicos, rapidamente se terão infiltrado para o interior do maciço rochoso exercendo aí enorme influência na dissolução e corrosão da massa calcária, originando o espaço hoje existente.